35º Festival de Dança de Joinville “Cão sem plumas”, da Companhia de Dança Deborah Colker, e “Gala 35 anos Festival de Dança de Joinville”, de Marcelo Misailidis, são as atrações das noites especiais

Ingressos para estas apresentações e das demais noites do 35º Festival de Dança de Joinville já estão a venda, com preços que variam entre R$106,00 e R$32,00.

Dois coreógrafos consagrados nacional e internacionalmente assinam os espetáculos das noites especiais do 35º Festival de Dança de Joinville. Deborah Colker, volta ao Festival, depois de seis anos, com seu novo trabalho “Cão sem Plumas”, que será apresentado na Noite de Abertura, no dia 19 de julho. Já a Noite de Gala, que ocorre no dia 24 de julho, fica por conta do coreógrafo Marcelo Misailidis, que prepara “Gala 35 anos Festival de Dança de Joinville”. O Festival de Joinville ocorre de 18 a 29 de julho. Os ingressos para as noites especiais, mostras competitivas e mostra estímulo já estão a venda no site do evento festivaldedanca.com.br ou na Sede do Instituto Festival de Dança de Joinville.

 

Noite de Gala: “Gala 35 anos Festival de Dança de Joinville”

O Festival de Dança de Joinville, com a direção do coreógrafo Marcelo Misailidis, terá um grande espetáculo com os alguns dos bailarinos premiados durante a trajetória do Festival. Conforme o coreógrafo, a concepção de “Gala 35 anos Festival de Dança de Joinville” está em celebrar, homenagear alguns dos grandes destaques. “Para isso, convidamos bailarinos que foram premiados no decorrer do Festival de Dança de Joinville, nos mais diversos gêneros. Queremos mostrar a trajetória deles e como o Festival de Dança de Joinville contribuiu, com efeito transformador na carreiras destes profissionais”, explica Misailidis.

No elenco, o espetáculo traz bailarinos que hoje vivem na Europa, América e de grandes companhias Brasileira inclusive de grupos de Joinville. “Não tem como homenagear o Festival de Joinville, sem falar da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil e da vocação que a cidade de Joinville tem para com a arte. Vai ser um espetáculo único e emocionante, digno de uma Noite de Gala”, apresenta.

Misailidis também fará uma forte referência a ópera, durante o espetáculo. “Muita vezes a dança se apropria da ópera, ela está inserida no universo da dança, por isso, neste espetáculo será inteiro criado em cima deste gênero musical”, finaliza.

Saiba mais: | Marcelo Misailides

Natural de Montevidéu (Uruguai), Marcelo Misailidis iniciou seus estudos no Rio de Janeiro em 1986, com o professor Aldo Lotufo e a grande mestra Eugênia Feudorova. No ano seguinte foi contratado pela ABRJ, companhia dirigida pela coreógrafa Dalal Achcar. Adquirindo conhecimento nos principais papéis do repertório clássico, com destaque não somente pela técnica, como também pela qualidade em suas interpretações. No início da década de 1990, estagiou em Cuba, e ganhou notoriedade nacional no Festival de Dança de Joinville em 1991, ao se apresentar junto das principais bailarinas brasileiras. Tornou-se um dos bailarinos de maior evidência no cenário da dança brasileira, o que lhe valeu o convite para integrar o corpo de baile do Teatro Municipal do Rio de Janeiro (TMRJ), sendo o mais jovem bailarino da história do TMRJ até então. A partir de 1998 passou a trabalhar, também, como coreógrafo no Carnaval carioca, sendo premiado diversas vezes.  De 2006 a 2008 esteve à frente da direção do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Marcelo é curador do Festival de Dança de Joinville desde 2015.

Noite de Abertura: “Cão sem plumas”

O novo trabalho da Companhia carioca coloca em cena bailarinos cobertos de lama num espetáculo que trata da miséria e da destruição da natureza. O espetáculo da premiada coreografa Deborah Colker é inédito, tem data prevista de estreia junho de 2017, e chegará ainda quentinho ao Festival de Dança de Joinville. Deborah promete mostrar algo realmente novo, diferente de tudo que já produziu em seus 23 anos de Companhia.

A obra é baseada no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto, publicado em 1950, e leva Deborah e seu grupo ao meio da pobreza e da riqueza do Estado de Pernambuco, no Nordeste brasileiro. Um ambiente bem distante da Rússia de Tatyana (2011) e da França de Belle (2014), os últimos balés da companhia. E com uma linguagem que não faz lembrar os trabalhos da coreógrafa que tiveram maior repercussão internacional: O Ovo, realizado em 2009 para o Cirque du Soleil; e a abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

Na criação de “Cão Sem Plumas”, Deborah tem um parceiro: o cineasta pernambucano Cláudio Assis, diretor de filmes marcantes como Amarelo Manga, Febre do Rato e Big Jato. Imagens captadas por ele serão projetadas durante o espetáculo – não como pano de fundo, mas como parte fundamental da narrativa.

Crédito/imagens: Cafi

Teaser do espetáculo no Vimeo – 4 min

Cenas Residência Artística em Pernambuco 

 

 Saiba Mais: |Debora Colker – Criação Coreografia e Direção

Crescida entre a solidão dos estudos de piano clássico e a prática de um esporte coletivo, o voleibol, Deborah Colker começou na dança contemporânea como bailarina do Coringa, grupo da uruguaia Graciela Figueiroa que marcou época no Rio de Janeiro dos anos 1980. A convite da atriz Dina Sfat, Deborah deu início em 1984 àquela que seria a principal vertente de sua carreira nos dez anos subsequentes: diretora de movimento, expressão cunhada para ela pelo encenador Ulysses Cruz. Seu trabalho deixou marcas em dezenas de espetáculos teatrais com que colaborou. Em 1994, fundou a companhia que leva seu nome. Antes e depois desse momento, imprimiu sua marca em territórios tão distintos quanto o videoclipe, a moda, o cinema, o circo e o showbiz. Também se destacou no desfile das escolas de Samba do Rio de Janeiro, assinando as coreografias das comissões de frente de grandes agremiações, como Mangueira, Unidos do Viradouro e Imperatriz Leopoldinense. Reconhecida internacionalmente, recebeu em 2001 o Laurence Olivier Award na categoria Oustanding Achievement in Dance (realização mais notável em dança). Em 2009, criou um espetáculo para o Cirque de Soleil: Ovo, uma viagem pelo mundo dos insetos. Em 2016, foi a diretora artística da cerimônia de abertura das Olimpíadas.

Serviço: | 35º Festival de Dança de Joinville

Quando: de 18 a 29 de julho de 2017

Onde: Centreventos Cau Hansen, Joinville, Santa Catarina

Informações: festivaldedanca.com.br

E aí, o que achou? Deixe seu comentário: