Programação do Festival de Dança de 2017 começa a ser definida

O 35º Festival de Dança de Joinville está agendado para 19 a 29 de julho de 2017, e as primeiras definições começam a ser desenhadas agora em setembro, quase um antes do evento. Nos dias 5 e 6, a curadoria artística formada pro Mônica Mion, Thereza Rocha e a estreante Ana Botafogo, reúnem-se com a diretoria do Instituto Festival de Dança de Joinville para planejar as atividades.

Curadoria artística e diretoria reúnem-se nos dias 5 e 6 de setembro, para sugerir apresentações das noites especiais, organizar os cursos, indicar jurados e revisar o regulamento.

Na pauta consta a revisão do regulamento da Mostra Competitiva, Meia Ponta e Palcos Abertos. São indicados os nomes de especialistas de cada gênero – Balé Clássico de Repertório, Balé Neoclássico, Jazz, Danças Populares, Danças Urbanas, Dança Contemporânea e Sapateado – para a pré-seleção dos trabalhos e para compor o quadro de jurados da Mostra Competitiva e Meia Ponta, durante o festival. Os cursos e professores que integrarão a programação são avaliados nessa reunião, além da identificação dos possíveis espetáculos para as noites de abertura e gala da próxima edição.

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Dessa reunião sai o esqueleto prévio do Festival de Dança, possibilitando que a equipe administrativa agilize a parte prática. Consulta de agendas, confirmação de participação, formalização de contratos com jurados, professores e apresentações especiais, até a definição de toda a programação. “Trabalhamos com um evento já consolidado e a organização antecipada é fundamental para manter a credibilidade e o sucesso crescente”, comenta Ely Diniz, presidente do Instituto Festival de Dança de Joinville.

Nos próximos meses a curadoria artística mantém uma participação dinâmica e ativa por meio de interações virtuais e presenciais, acompanhando o detalhamento do trabalho e as definições. Em maio de 2017, reúne-se novamente para outro grande momento, a seleção final dos trabalhos da Mostra Competitiva, Meia Ponta e Palcos Abertos, cuidando de perto do aspecto artístico e técnico do festival.

Sobre a curadoria artística

Ana Botafogo

Primeira-bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro desde 1981, ano que ingressou na companhia de dança brasileira após ser aprovada num concurso público. Iniciou seus estudos de ballet clássico no Brasil ainda pequena. Na Europa frequentou a Academia Goubé na Sala Pleyel, em Paris (França), a Academia Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes (França) e o Dance Center-Covent Garden, em Londres (Inglaterra). Foi na França, na Ballet de Marseille, do famoso coreógrafo Roland Petit, que a bailarina brasileira dançou como profissional pela primeira vez.  Suas performances no exterior incluem participações em festivais em Lausanne (Suíça), Veneza (Itália), Havana (Cuba) e na Gala Iberoamericana de La Danza, representando o Brasil, no espetáculo dirigido por Alicia Alonso, em Madrid (Espanha), realizado em comemoração aos 500 Anos do Descobrimento das Américas. No final da década de 70, foi nomeada Bailarina Principal do Teatro Guaíra (Curitiba-PR), da Associação de Ballet do Rio de Janeiro e, em 1981 juntou-se ao balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1995, na qualidade de ”étoille” convidada da Companhia de Opera Lodz (Polônia), interpretou o papel feminino do Ballet Zorba, O Grego, dançando em várias cidades do Brasil. Ana dançou como artista convidada de importantes Companhias de Ballet, tais como: Saddler’s Wells Royal Ballet (Inglaterra), Ballet Nacional de Cuba (Cuba), Ballet del Opera di Roma (Itália), entre outras.

Mônica Mion

Formada pela PUC-SP em Comunicações das Artes do Corpo, a bailarina foi premiada duas vezes pela Associação Paulista de Críticos de Arte e Menção Honrosa do prêmio Governador do Estado, iniciou sua carreira profissional, em 1974, no Ballet Stagium após formação com a Professora Nice Leite e especialização no Centro de Dança Rosella Hightower, em Canes, França. Nos dois anos que permaneceu no Ballet Stagium, apresentou-se por todo Brasil e também no exterior. Em 1976, transferiu-se para o Balé da Cidade de São Paulo onde permaneceu por 34 anos desenvolvendo longa e profícua carreira. Atuou como solista em montagens de coreógrafos consagrados e foi, também, durante 10 anos, ensaiadora e assistente de coreografia. Em 2001, foi convidada a dirigir a companhia, cargo em que permaneceu por nove anos, trazendo grande desenvolvimento para a companhia. Mônica é curadora do Festival de Dança de Joinville desde 2015.

Thereza Rocha

Pesquisadora e artista da dança. Doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO. Concebeu a instalação Máquina de Dançar, em colaboração com Maria Alice Poppe, com temporada no Rio de Janeiro em 2014. Integra comissões curatoriais de programas e projetos de dança em nível nacional. Foi diretora da divisão de dança do Instituto Municipal de Arte e Cultura/RIOARTE onde concebia e coordenava ações da política de dança da Prefeitura do Rio. Integrou a Câmara Setorial de Dança, órgão consultivo MinC/FUNARTE. É professora dos cursos de graduação em dança da Universidade Federal do Ceará onde coordena o grupo de pesquisa: QUINTAL: dança, pensamento, outras dramaturgias e regimes de dizibilidade. Palestra e publica regularmente. É autora do livro Diálogo/Dança (São Paulo: SENAC, 2012), junto com Marcia Tiburi. Escreve atualmente o livro O que é dança contemporânea? Voltado para o público jovem, contemplado com o Prêmio FUNARTE de Dança Klauss Vianna e o RUMOS Itaú Cultural. Coordenou as edições 2014 e 2015 dos Seminários de Dança de Joinville. Thereza é curadora do Festival de Dança de Joinville desde 2016.

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